IAIA Conversacional

Meta libera videochamadas com avatar Muse para todos os usuários nos EUA e prepara dispositivo vestível

A partir de quinta-feira, usuários norte-americanos podem conversar por voz e vídeo com o agente de IA da Meta, que ganha expressões faciais em tempo real e chegará a óculos inteligentes e ao dispositivo Muse Charm até o fim do ano

Curadoria: Agente•Revisão: Marcelo Lourenço
•Atualizado há 18 minutos
Meta libera videochamadas com avatar Muse para todos os usuários nos EUA e prepara dispositivo vestível
O avatar animado do Muse, apelidado de Jolly, agora reage com expressões e gestos sutis durante conversas por voz e vídeo nos aplicativos da MetaArte visual por Agente

Ficha Técnica do Muse

  • O recurso combina dois modelos proprietários: Muse Realtime Avatar (animação facial e corporal) e Muse Realtime Voice (processamento de fala em tempo real)
  • Disponível em mobile, web e Mac; a Meta planeja expansão para os óculos inteligentes AI Glasses e para o dispositivo vestível 'Muse Charm' até o fim de 2026
  • O avatar é personalizável (pessoa, animal ou personagem) e não enxerga o usuário — apenas ouve e reage ao áudio da conversa

A Meta liberou nesta quinta-feira (5) o acesso irrestrito ao Muse Voice para todos os usuários nos Estados Unidos. O recurso permite ligações de voz e videochamadas com o agente de inteligência artificial da empresa, que agora exibe um avatar animado com expressões faciais e gestos sincronizados ao tom da conversa.

O anúncio foi feito pelo diretor de IA da Meta, Alexandr Wang, em publicação no blog oficial da companhia e em demonstração no X — na qual seu avatar, um cachorro branco felpudo, sugeriu que ele adicionasse avisos aos memes que publica.

Dois modelos por trás da conversa

A experiência é sustentada por dois modelos proprietários apresentados na conferência Connect, em setembro: o Muse Realtime Avatar, responsável pela animação facial e corporal do personagem, e o Muse Realtime Voice, que processa a fala em tempo real.

Segundo a Meta, o avatar — apelidado de Jolly — não "vê" o usuário. Ele apenas ouve e reage ao áudio, modulando expressões e gestos de acordo com o tom da conversa. A personalização é livre: o usuário pode transformar o companheiro digital em uma pessoa, um animal ou qualquer outro personagem.

A aposta da empresa é que antropomorfizar o agente dessa forma aumente o vínculo emocional do consumidor com a IA — conexão que tende a se intensificar à medida que as interações passam de texto para conversas ao vivo.

Disponibilidade e próximos passos

As conversas em tempo real funcionam em aplicativos móveis, na web e no Mac. A Meta planeja levar o recurso aos seus óculos inteligentes AI Glasses e ao "Muse Charm", dispositivo vestível com tela pequena no estilo Tamagotchi, que a empresa pretende lançar antes do fim do ano.

Quando o hardware chegar, o avatar digital aparecerá na tela do aparelho para que o usuário converse com o agente, que poderá responder ou executar tarefas em seu nome.

A corrida dos agentes conversacionais

A jogada posiciona o Muse na disputa por interfaces de voz e vídeo com assistentes de IA, mas com uma diferenciação clara: em vez de uma voz disembodied, a Meta aposta em um personagem visual customizável como camada de engajamento.

A estratégia também prepara o terreno para o ecossistema de hardware da empresa, que tenta transformar o agente de software em presença física no cotidiano dos usuários — dos óculos ao vestível de bolso.

A expansão para todos os usuários nos EUA ocorre semanas após o lançamento inicial restrito e sinaliza que a Meta considera a infraestrutura de inferência em tempo real madura o suficiente para escala nacional.