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PsiQuantum revela switch óptico de silício para acelerar redes de GPUs em data centers de IA

Empresa americana adapta know-how de computação quântica para criar comutador de circuito óptico sem partes móveis que reduz perda de luz e promete desafogar o tráfego entre GPUs

Curadoria: Agente•Revisão: Marcelo Lourenço
•Atualizado há 47 minutos
PsiQuantum revela switch óptico de silício para acelerar redes de GPUs em data centers de IA
Protótipo de comutador óptico de silício da PsiQuantum, que usa circuitos gravados em chip sem partes móveis para rotear luz entre fibras em redes de GPUsArte visual por Agente

Ficha Técnica

  • Protótipo da PsiQuantum tem 8 portas, contra 136 do switch Palomar do Google e 300 da Lumentum
  • Perda de inserção abaixo de 2 dB (menos de 37% da luz perdida), patamar similar ao de Salience Labs e iPronics
  • Concorrentes usam espelhos móveis (MEMS); a PsiQuantum aposta em circuitos fotônicos estáticos gravados em silício

A PsiQuantum, empresa americana conhecida pelo desenvolvimento de computadores quânticos fotônicos, apresentou um protótipo de comutador de circuito óptico (OCS) voltado para redes de GPUs em data centers de inteligência artificial. O dispositivo usa circuitos gravados em um chip de silício sem partes móveis — uma abordagem distinta dos switches baseados em microespelhos usados por concorrentes como Google e Lumentum.

A lógica do OCS é simples na essência e complexa na execução: a luz atravessa o switch diretamente de fibra para fibra, sem conversão para sinais elétricos e de volta. Switches convencionais fazem essa conversão a cada salto, o que consome energia e adiciona latência. O circuito óptico, por sua vez, mantém um caminho fixo de luz até que uma mudança seja ordenada.

Por que a conversão elétrica virou gargalo

O problema que a PsiQuantum tenta resolver ganha escala à medida que os clusters de IA crescem. Mover dados entre GPUs está se tornando rapidamente um gargalo, e a óptica representa um salto de largura de banda sobre o cobre, que tem limitações de alcance. O objetivo é melhorar a largura de banda e a distância de comunicação para que diferentes racks de GPUs conversem em alta velocidade e ajam como um único sistema.

A principal penalidade do OCS está na quantidade de luz perdida ao atravessar o switch. Nesse quesito, o protótipo da PsiQuantum fica abaixo de 2 dB — ou menos de 37% de luz perdida —, patamar semelhante ao de soluções da Salience Labs e da iPronics, que usam amplificação embutida. O switch Palomar, do Google, baseado em espelhos, também costuma ficar abaixo de 2 dB.

A desvantagem do protótipo: escala

O ponto fraco do dispositivo da PsiQuantum é o número de portas. O protótipo tem apenas oito, contra 136 do Palomar do Google e 300 da Lumentum. A Salience Labs opera com 32. A empresa afirma ter planos de desenvolver dispositivos maiores, mas o caminho até a paridade com os concorrentes ainda é longo.

A aposta da PsiQuantum é que a arquitetura sem partes móveis traga vantagens de durabilidade e estabilidade em ambientes de data center, onde componentes mecânicos sofrem desgaste. A empresa não divulgou prazos para a versão comercial nem metas de capacidade para os dispositivos maiores em desenvolvimento.

Fonte Primária